Archive for the ‘Política’ Category


menoridade


Originalmente publicado na Revista do Ministério Público de Goiás. in
http://www.mp.go.gov.br/revista/revista%204.html
http://www.mp.go.gov.br/revista/pdfs_4/Artigo19final_Layout%201%20-%208.pdf

A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL EM FACE DA POSSIBILIDADE DO ARTIGO 228, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, SER CLÁUSULA PÉTREA.

O texto tem por propósito fazer uma análise da possibilidade da redução da maioridade, com especial enfoque no sistema jurisdicional, despindo-se dos fatores subjetivos e “justiceiros”, para então, observar a vexata quaestio tão somente sob o prisma da Constituição. Objetiva, também, demonstrar os princípios fundamentais inerentes à pessoa humana, merecedores de proteção máxime ante os anseios sociais que, comumente, são deturpados em teatros teratológicos tanto na sociedade, quanto – não raras vezes – no ambiente forense. Analisa-se assim, cada indagação, atentando-se às devidas peculiaridades, mas unidos por uma mesma premissa, qual seja, a que não cabe ao legislativo reformador e tampouco ao judiciário exercer isolada e soberanamente a edição dos regulamentos pétreos que versem sobre direitos fundamentais pétreos, presentes no nosso ordenamento jurídico.

Hoje se produz um movimento em busca da redução da maioridade penal, com o lema de que esta seria a ação adequada para alcançar uma justiça cristalina e real, afastando parte da impunidade em nossa República. Sendo este um objeto tão delicado, o da possibilidade (ou não) da redução da maioridade penal, um assunto que é ético, jurídico, político e moralmente conflituoso em qualquer sociedade construída culturalmente com lastros nos valores fundamentais da vida e da dignidade humana, procuraremos nos limitar de modo mais inclinado à letra da constituição, ou seja, à análise legal do assunto, dispensando, corolariamente, algumas apreciações mais detalhadas que fujam da questão jurídica.

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O texto aborda o princípio da laicidade do Estado Brasileiro e confronta as mais diversas manifestações de caráter místico religioso nas repartições públicas com os ditames constitucionais e interpretativos de forma imparcial e sempre buscando a intenção do legislador ao prever na Constituição que o Estado Brasileiro é essencialmente laico. O autor usa elementos de direito internacional comparado e julgado do Estado Italiano sobre essa temática.

Informa-nos a agência italiana veiculada no Brasil pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados que, início do ano de 2008, uma Corte Judicial da cidade de Áquila, na Itália, condenou o magistrado Luigi Tosti a um ano de prisão além de afastá-lo da magistratura por igual período, pois, no ano de 2006, teria determinado à retirada de um crucifixo da sala de audiências na qual prestava jurisdição com a respectiva suspensão do ato processual que se pretendia produzir, tudo isso, a fim de se restaurar o caráter laico do Estado Italiano. De acordo com a mesma fonte, o uso de crucifixos em repartições públicas na Itália foi determinado na década de 1920 durante o regime fascista de Benito Mussolini. Nos dias de hoje não são obrigatórios, mas, já se tornaram hábito e tiveram sua presença ratificada pelo Tribunal Constitucional Italiano em 2004. Ressalte-se, apenas, que mesmo sendo a Itália sede territorial do Estado Maior do Vaticano, que fica bem no centro de Roma, esta nação nem de longe adota o catolicismo como religião oficial.

Longe de pacificar a questão, o Conselho Nacional de Justiça do Brasil, em outra matéria publicada no seu site oficial no dia 29 de maio de 2007, exarou julgamento para os pedidos de providência de números 1344, 1345, 1346 e 1362 que questionavam a presença de crucifixos nas dependências do Poder Judiciário. Na ocasião, além de dizer que tal conduta não fere o princípio da laicidade do Estado, debateu-se acerca da proposta do conselheiro Paulo Lopo que votou pela realização de consulta pública, via internet, pelo período de dois meses, com o objetivo de aprofundar o questionamento sobre o assunto, ainda não realizada.

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Uma tempestade deixa arrasada uma cidade inteira, e os preços dos produtos básicos para a sobrevivência explodem. É justo cobrar o que for possível nestas circunstâncias emergenciais, ou o governo deve intervir para impor um comportamento mais virtuoso dos cidadãos? Em outras palavras: deve a lei tentar promover a virtude ou ser neutra quanto a estas concepções, deixando cada um livre para escolher?

Estes e muitos outros dilemas morais são abordados no instigante livro “Justiça”, do professor de Harvard Michael J. Sandel. O autor levanta inúmeras questões interessantes sobre justiça e o papel do governo, focando em diversas escolas de pensamento diferentes. Sandel revisita o pensamento de Aristóteles, de Kant, de John Stuart Mill, de John Rawls, dos libertários e de outros filósofos que dedicaram energia na tentativa de responder a delicada pergunta “o que é justiça?”.

O leitor termina o livro talvez com mais dúvidas que respostas, sinal de que, provavelmente, a postura mais condenável nestes dilemas seja justamente a que toma partido radical de forma simplista. Quem pensa ter respostas fáceis para dilemas morais pode até espantar um pouco da angústia que persegue todos aqueles mortais que se dedicam ao tema, mas isso não quer dizer, de forma alguma, que chegou mais perto da verdade.

O próprio autor toma partido no final do livro, que não necessariamente é o mesmo que o meu. Mas ele o faz somente após abordar divergentes pontos de vista, apresentando bons argumentos de cada lado, o que demanda uma postura humilde diante do hercúleo desafio. Sua empreitada preza a honestidade intelectual de quem realmente busca respostas, a ponto de parecer que ele realmente está defendendo cada lado do debate. Só isso já é suficiente para merecer meu respeito, ainda que a conclusão não seja a mesma.

Até porque, como disse antes, não acredito que seja razoável ter respostas tão enfáticas para dilemas tão complexos. Quem ousaria oferecer uma resposta simplista sobre a questão do aborto, por exemplo? Se liberdade é apenas ausência de coerção humana, e se este é o único valor importante, como sugerem alguns libertários, até quando a sociedade deve tolerar as trocas voluntárias entre adultos? A prática do canibalismo, se consentida (como naquele bizarro caso alemão), deve então ser tolerada pela lei? Deve a poligamia ser legal?

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Por Milton Biagioni Furquim

Antônio Dias Toffoli – O retrato da impunidade no TSE.

Sou juiz eleitoral em Minas Gerais. Nas eleições passadas em minha Comarca – Monte Sião, mais de 90% dos candidatos que disputaram as eleições tiveram suas contas rejeitadas. Tem-se um trabalho enorme para se analisar e aprovar ou não as contas, analisando recibos, notas fiscais, fazendo cruzamento de dados e informações para ao final ter todo o serviço jogado no ralo. Quanta perda de tempo. Os candidatos relapsos, que pouco caso fizeram da justiça foram beneficiados e receberam o mesmo tratamento daqueles candidatos que tiveram a preocupação em atender as exigências, em observar a legislação e ter suas contas aprovadas, de modo que contas rejeitadas e aprovadas tem o mesmo valor, a mesma consequência.

O candidato que foi negligente e não observou os ditames legais não pode ter o mesmo tratamento daquele zeloso que cumpriu com seus deveres. Assim, a aprovação das contas não pode ter a mesma consequência da desaprovação”, afirmou a ministra Nancy Andrighi ao declarar seu voto, no julgamento de março.

Se isso não bastasse a questão também é, qual o custo disto para o Brasil ? Quanto se gastou em termos de tempo em horas de trabalho de funcionários públicos e infraestrutura, além de suprimentos. Qual o custo disto para se chegar, agora, a conclusão de que aqueles que tiveram suas contas rejeitadas não sofrerão nenhuma punição? Por que então exigir a prestação de contas?

Quem paga a conta é sempre o povo, principalmente os mais pobres, os que ganham menos, que nem fazem a conta de quanto pagam de impostos, e muito menos sabem que o estão pagando.

Assim, considerando a recente decisão do TSE liberando aqueles candidatos que tiveram suas contas de campanha eleitoral rejeitadas para concorrer nas próximas eleições, a conclusão que cheguei é que nós juizes eleitorais fomos traídos pela legislação e pela determinação ao analisar as contas dos candidatos verificando-as se corretas ou não. Nós juizes nas Comarcas do interior damos a ‘cara’ a tapa. Não aprovar as contas dos candidatos causou-me constrangimento e angariei antipatia, pois a todo momento estou cruzando com os jurisdicionados pelas esquinas, restaurantes, etc. Creio, fui um idiota. Foi perda de tempo. Estão rindo a não mais poder da ‘cara’ do juiz. Assim, nas próximas eleições não mais irei analisar as contas prestadas pelos candidatos já que a legislação não exige tal proceder, portanto já determinei aos serventuários do Cartório Eleitoral a não proceder a verificação, já que, conforme. alegaram, a legislação apenas exige que as contas sejam prestadas e não aprovadas ou rejeitadas. A minha decisão, então, será: “Considerando que as contas foram apresentadas a tempo e modo, independentemente de ser boas ou não, arquive-as”.

Raking Políticos .

Posted: 22 Junho 2012 in Política

www.politicos.org.br

O Brasil tem 3 problemas principais:
1) Governo grande demais se metendo em atividades demais;
2) Governo ineficiente demais fazendo mal feito mesmo as atividades essenciais; e
3) Governo corrupto demais. Rouba-se muito, pune-se pouco.

Consertar esses problemas deve ser feito pela via política, ou seja votando e implementando leis boas.

Como os políticos são os maiores beneficiários da situação atual, não é fácil fazê-los votar leis que prejudiquem eles mesmos. A boa notícia é que mesmo os políticos mais corruptos também dependem de votos, portanto se a população votar melhor, consequentemente teremos políticos melhores e, aos poucos, pode-se aumentar a qualidade dos nossos representantes públicos. Como votar bem, se a quantidade de informação disponível é gigantesca e o tempo que as pessoas dispõem para escolher é pequeno?

Para ajudar nisso, montamos um RANKING DOS POLITICOS. Esse ranking usa dados do Instituto Transparência Brasil, de sites governamentais, de entidades parceiras e depoimentos de voluntários para dar ou tirar pontos dos políticos. O critério é transparente e aberto ao debate. Ao clicar no político, aparecem todos os pontos ganhos e perdidos.

Nosso objetivo com esse site é valorizar a divulgar o trabalho dos melhores políticos do Brasil. Portanto, só mostramos a pontuação daqueles que estiverem positivos no ranking. Os políticos com pontuação negativa aparecem zerados nesse site.

Esperamos com esse ranking ajudar na escolha dos melhores políticos para nos representar e, consequentemente, melhorar o Brasil.

Uma Noite… de preconceitos.

Posted: 11 Junho 2012 in Política

via Mentirinhas


Gente, não dá, não quero mais brincar de ser brasileiro. Estou cansado da pátria de chuteiras. Cansei do ufano patriotismo safado de dizer que o Brasil é o país do futuro. Que porra de futuro é esse onde uma geração de jovens está sendo tratada como números, onde se passa de ano na escola por atacado, sem merecimento algum, apenas para fazer a contabilidade política na tentativa de alavancar o país no ranking da UNESCO? Onde jovens são beneficiados em universidades apenas pela cor da pele e não pelo esforço em estudar, mesmo que em condições precárias nas sucateadas escolas públicas da pocilga. Tem muita gente boa chegando a universidade por merecimento e por esforço, gente que acaba caindo por conta de paternalismo de governos populistas que acreditam que dar vaga em cotas é se redmir de quinhentos anos de opressão e descaso com populações inteiras, onde o pobre continua pobre e oprimido. Nunca fizeram nada por esse grupo social, e inventaram de transformar uma legião de semi alfabetizados em doutores.

E para um povo que nunca teve oportunidade de estudar, o que vale é ter um filho dotô, mesmo que ele não consiga emprego em sua área de formação por conta de suas deficiências no ensino básico. Se começarmos hoje a pensar em educação com seriedade, levaremos uns quarenta anos para atingir níveis satisfatórios de educação e cidadania. País do futuro… sei. Não vejo futuro para um país onde se premia a vagabundagem em troca de votos para a perpetuação no poder de gente que visivelmente odeia o Brasil. Pois se amassem certamente não permitiriam que se chegasse a tanto em matéria de corrupção e bandalheira. Somos um povo do salve-se quem puder.

Se o meu problema estiver resolvido, phoda-se o problema do meu vizinho. Solidariedade no Brasil, só quando acontecem tragédias onde morram centenas de pessoas, aí o sentimento de brasilidade solidário vem à tona e por algumas semanas o povo se propõe a ajudar o próprio povo. Mas é só. Nada de solidariedade em busca de responsabilizar os políticos que deixaram com que as tragédias acontecessem, afinal isso é posicionamento político, e o brasileiro médio seja ele analfabeto ou doutor em alguma coisa, sempre pensa em acender uma vela para Deus e outra para o Diabo, pois ele nunca sabe quem vai estar no poder no dia em que precisar de um favorzinho do estado ou do tão sonhado emprego público, seja concursado ou pelo famigerado “QI”.

Ao invés da população sair em busca de um país melhor, se cala, e na época de eleição se propõe a fazer trabalho eleitoral para aquele vereador safado que deveria estar na cadeia por maracutaias fraudes ou superfaturamentos, mas na verdade consegue os votos dos iludidos de sempre à espera de um carguinho na prefeitura. O eleitor não se posiciona sempre esperando o momento de conseguir alguma regalia ou colocação.

O Brasil é o país do futuro?

Pode ser, nosso território é do futuro, temos água em abundância, temos extensão territorial para plantar alimentos para o mundo, temos riquezas, temos petróleo, mas não temos um povo educado e cidadão.
No futuro e na globalização, os educados e cidadãos irão dominar os burros e ufano-patriotas. Não existirá direita e esquerda, mas sim os dominadores e os oprimidos.

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TUDO PRA VOCÊ, LEITOR! 630 GRAMPOS, TRANSCRIÇÕES… TEM ATÉ ÍNDICE.
PODE BAIXAR AÍ NO SEU MICRO!
Vazaram os dados da operação Monte Carlo mantidas sob sigílo somente aos membros da CPI mista.
Quer saber tudo o que estará disponível aos parlamentares da CPI? Então baixa! Está aqui! Os vigaristas de aluguel não precisam mais fazer ar de mistério e inventar conspirações inexistentes. Quem passou foi uma freirinha de um convento interessada no aprimoramento espiritual do Brasil. O arquivo tem um tamanho razoável, aproximadamente 182 MB.

Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.

     § 1º – Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV.

        § 2º – É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.


[Artigo publicado, originalmente, nos jornais Folha de S. Paulo e O Globo, deste domingo (28/6)] (Adaptado).

Se alguém quisesse produzir um veneno capaz de desmoralizar a esquerda sexagenária brasileira dificilmente chegaria a algo parecido com o Bolsa Ditadura.

Aquilo que em 2002 foi uma iniciativa destinada a reparar danos impostos durante 21 anos a cidadãos brasileiros transformou-se numa catedral de voracidade, privilégios e malandragens. O Bolsa Ditadura já custou R$ 2,5 bilhões à contabilidade da Viúva. Estima-se que essa conta chegue a R$ 4 bilhões no ano que vem. Em 1952, o governo alemão pagou o equivalente a R$ 11 bilhões (US$ 5,8 bilhões) ao Estado de Israel pelos crimes cometidos contra os judeus durante o nazismo.

O Bolsa Ditadura gerou uma indústria voraz de atravessadores e advogados que embolsam até 30% do que conseguem para seus clientes. No braço financeiro do pensionato há bancos comprando créditos de anistiados. O repórter Felipe Recondo revelou que Elmo Sampaio, dono da Elmo Consultoria, morderá 10% da indenização que será paga a camponeses sexagenários, arruinados, presos e torturados pela tropa do Exército durante a repressão à Guerrilha do Araguaia. Como diria Lula, são 44 “pessoas comuns” que receberão pensões de R$ 930 mensais e compensações de até R$ 142 mil. Essa turma do andar de baixo conseguiu o benefício muitos anos depois da concessão de indenizações e pensões aos militantes do PC do B envolvidos com a guerrilha.

O doutor Elmo remunera-se intermediando candidatos e advogados. Seu plantel de requerentes passa de 200. Ele integrou a Comissão da Anistia e dela obteve uma pensão de R$ 8.000 mensais, mais uma indenização superior a R$ 1 milhão, por conta de um emprego perdido na Petrobras. No primeiro grupo de milionários das reparações esteve outro petroleiro, que em 2004 chefiava o gabinete do advogado Luiz Eduardo Greenhalgh na Câmara. O Bolsa Ditadura já habilitou mais de 160 milionários.

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O alicerce da democracia e o fim da corrupção vem da informação.

Acessem o site http://www.excelencias.org.br/

Acompanhe os parlamentares!

Estados que fornecem informação sobre suas atividades parlamentares em próprio sites de governo:

Um Brasil Futuro .

Posted: 19 Abril 2012 in Opinião, Política

O primeiro passo para projetarmos o futuro que queremos com precisão é
conhecer o nosso ponto de partida. Que país é este? Alguns índices aproximados chamam bastante atenção do país que tem em sua bandeira como lema nacional “Ordem e Progresso”. Trata-se da sexta economia do mundo. No Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), está ranqueado na posição 84. No item qualidade da infraestrutura, posição 104. No que tange à educação, prioridade para qualquer país que pretende alavancar a sua nação, já que é capaz de influenciar positivamente a todos os outros aspectos de um sistema político econômico e social, o que temos? Somos o 115º colocado na qualidade do sistema educacional. Impossível não mencionar o tema que nos deprime e nos tira um pouco de energia todos os dias com novidades na mídia: a corrupção. Estamos na posição 73 no índice de percepção da corrupção e isso nos custa aproximadamente R$ 82 bilhões por ano. Para finalizar essa breve apresentação deste país chamado Brasil: temos 16 milhões de pessoas na miséria. [1]

Agora paramos para analisar. Qual a justificativa para explicar uma divergência tão grande? O que está entre a SEXTA economia do mundo e o OCTOGÉSIMO QUARTO índice de desenvolvimento humano? O que preenche essa lacuna? Que item tão significativo é esse ao ponto de desencadear uma diferença enorme como essa? Sem muita filosofia, a resposta é simples: novamente, a corrupção.

Esta é a nossa realidade. Nossos planos? Para os próximos quatro anos, vale citar um “só”: gastar R$ 70 bilhões com eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas e arcar com todas as despesas e consequências, sem nenhum ônus para a FIFA. Literalmente, planejamento não é a nossa palavra de ordem.

O que se percebe, pelo menos nos tempos passados, é o brasileiro dentre tantos defeitos (omisso, inativo, preguiçoso, não contestador, medroso…) ter um – o qual no meu ponto de vista está no top 5 dos mais graves: a memória curta. Felizmente, atualmente isso parece estar menos comum, provavelmente devido à numerosa carga de informação. Já dizia o ditado “quem não conhece os erros do passado está fadado a repeti-los“. A importância de conhecermos nossa história é gigantesca, pois devemos nos apegar aos erros do passado para evitar que os mesmos erros e acontecimentos se repitam no futuro.

Quando é que vamos fazer valer, na prática, o conceito de insanidade que Einstein nos ensinou? “Insanidade é fazer as mesmas coisas, esperando resultados diferentes”. Temos muito capital humano qualificado no Brasil capaz de fazer coisas diferentes para que tenhamos resultados diferentes. Afinal, temos a maior taxa de empreendedorismo entre as 20 nações mais ricas do planeta, e em contrapartida, um dos piores ambientes no mundo pra fazer negócio. Mas ainda nos faltam grandes doses de atitude. Aqui cabe parafrasear Martin Luther King: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”. Toda essa preocupação tem que ser sentida por todo nós. Tem que se preocupar, ou siga confortável no papel de vítima, de fantoche.

Um dos maiores pensadores da administração a nível mundial, Peter Drucker, é autor de uma frase bastante pertinente à ocasião: “O planejamento não diz respeito a decisões futuras, mas às implicações futuras de decisões presentes”. Deve-se tomar atitudes hoje para que os resultados sejam percebidos no futuro.

Sem mais, à todos um excelente dia.

[1] – Dados obtidos do site ZERO HORA.


Crime não existe. O crime é uma invenção jurídica do Estado. Em um Estado direito democrático a criminalização precisa ser útil, precisa combater realmente um determinado problema.

A criminalização das drogas não está controlando o problema das drogas, muito menos o resolvendo. Constitui um principio básico do direito penal que uma conduta só pode ser considerada criminosa se, e somente se, ela acarretar lesividade à terceiro. Este é o princípio da alteridade (ou ofensividade).

A criminalização de drogas para uso próprio não acarreta nenhum mal para outra pessoa, se não para aquele que está usando a própria droga, ou seja, o próprio usuário. Viola-se o princípio da lesividade e o princípio da igualdade, pois, o Estado criminaliza a maconha e não criminaliza o álcool, criminaliza a cocaína e não criminaliza o tabaco. Percebe-se aqui então um fenômeno bastante comum em meio à cultura e costumes legislativos brasileiro, o lobby: uso de poder público-estatal para beneficiar e favorecer interesses particulares, que porventura, interesses estes que rendem exorbitantes lucros.

O gasto de dinheiro e recursos estatais e de esforço é inútil. Toda uma mobilização inutilmente aplicada. Os juízes fazem um esforço enorme, alguns até acreditando que vão resolver o problema do planeta e com o tempo acabam por se decepcionarem, pois não resolvem nada. Até mesmo os juízes estão começando a perceber que todo esse trabalho é inútil, desmotivador por não estar levando a lugar nenhum, e, que pelo contrário, só está piorando a coisa.

Toda repressão do Estado às drogas é meramente simbólica, ou seja, o Estado quer fazer de conta que está resolvendo o problema, e nós sabemos que não está resolvendo nada, mas só criando mais um. Em um Estado democrático de direito, nós sabemos que somente através da criminalização se pode tentar resolver um problema se outras medidas falharem. Entende-se então que a criminalização é a última solução, e é evidente que na questão das drogas há muitas outras providências de políticas publicas que podem ser utilizadas para o enfrentamento dessa questão das drogas.

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DEPOIS DAS BOMBAS DE GASOLINA, É A VEZ DAS URNAS ELETRÔNICAS.

 Seria possível uma fraude nas urnas? Diga você mesmo.

O povo brasileiro é muito manso quando se trata de defender seus direitos. 

É uma omissividade incrível e incomunal. Não se movimentam nem para pesquisar e conhecer um assunto de interesse, e neste caso, um assunto que afeta diretamente sua vida.

Segue abaixo uma excelente entrevista realizada por Dâniel Fraga com o Eng. Amilcar Brunazo Filho, especialista e estudioso em sistema de segurança em urnas eletrônicas. Este espaço e oportunidade que o Eng. Amilcar teve é de extrema importância para elucidar o real tratamento que o poder público eleitoral tem para conosco, “meros” eleitores.

Como o vídeo é longo, resumi alguns aspéctos tratados no mesmo.
CARACTERÍSTICAS DAS URNAS E DO SISTEMA ELEITORAL BRASILEIRO:

  • Não permite auditorias;
  • Caso a requerimento do canditado uma auditoria seja autorizada, o canditado deve pagar 2 MILHÕES para que a auditoria aconteça;
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Agora fica uma pergunta no ar. O sistema eleitoral brasileiro é confiável ? Ou sempre foi uma grande farsa e um verdadeiro “teatro” ?


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Há algum tempo, o Brasil olhou para o Rio de Janeiro com orgulho pelo desempenho de seus policiais: alguns deles pelo herísmo de recusar propina de traficante; outros pela competência e heroísmo de ocupar a Rocinha. Mas, surpreendentemente, o orgulho com o heroísmo de alguns brasileiros provoca um sentimento de vergonha em relação à estrutura social do País: afinal, onde estamos errando ao ponto de a honestidade virar gesto heroíco; onde erramos, ao ponto de ser necessário hastear a bandeira do país, em seu próprio território?

Se no Brasil a honestidade fosse adotada como valor fundamental, a recusa de propina não seria publicada nem seria prova de heroísmo. Não se pode negar o heroísmo dos policiais, nem a consequente satisfação e orgulho de cada brasileiro, mas é preciso refletir sobre as causas desse sentimento de orgulho vir acompanhado do constrangimento.

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