Sistema de Cotas Raciais.

Posted: 27 Abril 2012 in Opinião
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E o Brasil, que era um país “veladamente” racista, agora é um país racista legalmente.

Mais uma vez, o órgão que deveria promover justiça e igualdade, fabrica injustiça e desigualdade!
Você ai, que é branquinho… você é várias vezes inferior ao seu vizinho negro, e sabe porque? Pelo simples fato de sê-lo. Ontem o STF julgou mais uma ADPF (186) e cometeu mais uma atrocidade.

O Estado brasileiro (lê-se STF), por razões históricas, quer compensar todo o sofrimento que os negros passaram ao longo dos séculos. Institucionalizaram o racismo. Por razões passadas, agora, uma pessoa, pelo simples fato de ter mais quantidade de melanina no corpo, pode ter mais oportunidades do que outra que tem um mérito maior.

Pedir perdão por uma injustiça é, afinal, assumir alguma responsabilidade por ela. E uma pessoa não pode pedir desculpas por algo que não fez. Ou seja, como você pode pedir perdão por algo que foi feito antes de você nascer? Não acredito que a geração atual deve pedir perdão formalmente e assumir a responsabilidade pelos atos de gerações anteriores.

Você já teve algum escravo? Todos os negros são pobres? Todos os negros são mais “burros” que os de cor diferente? Em um país tão miscigenado como o Brasil como eu vou saber que não tenho sangue de negro? Se houve uma tremenda bagunça e mistura de espanhóis, portugueses, indígenas, africanos… como vou saber que não carrego uma herança genética negra mesmo sendo de gerações antes de mim? Oras, se eu tenho sangue de negro, sou negro! Então tenho direito às cotas!

Interpretaram a constituição de acordo com seus desejos e almejos. Que hermenêutas de araque!

Sinceramente falando? O STF errou, errou de novo, e vem errando reiteradamente por ter se permitido politizar em cima da lei. O STF tem errado de forma vergonhosa por dobrar os joelhos para o maldito “clamor público”.

A evidência, que pode ser chamada de óbvia, é a politização em cima da lei, a qual é inadmissível em um Estado Democrático de Direito. A vontade particular do homem não pode se sobrepor à lei. A mais alta corte do Estado só fez formalizar que nesta beleza de país todos somos iguais perante o texto, mas perante a lei, é ao gosto do freguês.

Um Judiciário independente deve julgar com base na lei, não importa o resultado, nem as pressões de políticos, da mídia ou da opinião pública. O Judiciário não representa o povo. Essa função é do Legislativo. O Judiciário representa a lei! O Judiciário também não governa e, portanto, não representa o Estado. Essa é função do Executivo! Tribunais não existem para propagar qualquer ideologia, religião ou interesses especiais. Os tribunais – independente de instância – deve se preocupar com a igualdade dos direitos, com o devido processo legal, com a imparcialidade nos julgamentos e principalmente a fiel execução da lei, contrariando ou não interesses político-partidários.

Mal citaram a tal da Constituição que juraram defender. Falaram de “dívida com as etnias”, de “dívida com o ensino”, de “superação de desigualdade histórica”, “reparação de danos pretéritos perpetrados por nossos antepassados “.

A justiça existe sim para pobres, pretos e putas. Mas para políticos, outro “P”, nada. Quem tem dívida a saldar é esse Congresso Nacional desqualificado e larápio, que oportuniza esse tipo de situação como a das cotas. A Justiça, ao invés de determinar o cumprimento da lei, como a garantia de saúde e educação, faz “compensações”, “acertos”. Simplesmente… inconstitucional.

Os onze ministros do Supremo, hodiernamente, estão achando que são o supremo, mas esquecem que supremo mesmo, com a única legitimidade, é a constituição! Os mesmos onzes, ao julgar a ação, se esquecem que estão tratando de vidas e vida não tem cor! Sem mencionar a prepotência que o Supremo Tribunal FedeMal vem realizando ao legislar (função constitucionalmente garantida que compete somente ao poder legislativo). Montesquieu deve estar se remoendo dentro do caixão querendo enforcar ministro por ministro.

Estes ministros estão – de forma descarada – interpretando cláusula conquistada através de muita luta, dor, sangue e sofrimento, qual seja, o princípio da igualdade. O artigo 5º que versa sobre direitos fundamentais da pessoa humana não pode ser interpretado de acordo com a convicção filosófica de 11 semoventes.

Eu nunca tive escravo, nunca tratei ninguém com preconceito e nunca fiz um negro se sentir inferior à mim (até porque não poderia). Sou muito certo com minhas coisas e exijo que sejam certos comigo! Eu não quero pagar a conta gerada por outras pessoas há 500 anos.

O único ministro negro do STF chamou de “pessoas de caráter marginal e violento” todos os brancos que são contrários à sua opinião (cotas). Sr. Min. Negro, educação e respeito é um dever de todos, inclusive seu.

Então, em consonância com o pensamento do meu amigo Fernando (Mascate), se você possui em sua casa um exemplar do livro da imagem desta página, abra na página onde tem o Artigo 5º e arranque-a. Você não vai mais precisar dela, pois, o Supremo e Aparelhado Tribunal FedeMal acaba de atropelar a constituição e diz que as cotas RACIAIS em universidades são legítimas. E o princípio de igualdade foi para o saco!!!

Em um país totalmente às avessas, o conceito de igualdade foi enterrado pela ideologia burra de governantes vagabundos e juízes ajoelhados diante dos poderosos. Uma nação onde os governos apenas tratam de dar o circo para uma população de palhaços, nada vai mudar e a perpetuação no poder pela quadrilha vermelha é uma realidade.

Ensino fundamental e médio de qualidade em escola pública é utopia. Resolvem tapar o sol com a peneira e criam um monstrengo racial que simplesmente irá mostrar que de nada adianta dar cota para aluno negro e pobre se ele não tem condições sociais de se manter na universidade. E provavelmente as esmolas do governo devem criar uma bolsa qualquer coisa para que esse povo consiga se manter estudando.

Sem contar que  foi criado um abismo racial legítimo, onde o aluno negro em qualquer universidade do país vai ser taxado de cotista, mesmo que ele tenha conseguido sua vaga por merecimento.

Agora vamos esperar para ver os desdobramentos dessa aberração eleitoreira criada para iludir o povo pobre que acredita que seu filho tem que ser “dotô”. Mesmo que ele entre na universidade mal sabendo ler. Pra que ensino de base? O negócio é cota!

E você, que gasta uma baita grana por anos a fio para dar ensino de qualidade e preparo para seu filho enfrentar a vida no futuro… se fu***!

E teremos uma nova geração de “dotôres” no Brasil. Os Sabe nada. Uma legião de formandos em Psicologia, História, Geografia, Letras, Artes, Filosofia, ETC… salvo raras e honrosas exceções, pois, cota não garante que esses mesmos cidadãos consigam se manter em Engenharia, Medicina, ou Direito. A base é ruim e os cursos são puxados.

E se você é branco e pobre e não teve oportunidade na escola pública sucateada e vergonhosa… lamento muito, mas você se fu*** novamente, e a igualdade que a constituição pregava virou história para ajudar político safado a se manter no poder.

Com grande tristeza, hoje no Brasilzilzil o negócio é ser preto, GLBS, índio, quilombola, político ladrão, empreiteiro desonesto, mutreteiro, PTralha, traficante, ambientalista e burro. Se você é branco, hétero, contestador e honesto você TÁ FUDIDO, MERMÃAO!

E o Brasil, que era um país “veladamente” racista, agora é um país racista legalmente.

A título de agregação, reproduzo abaixo três motivos pelos quais não deveria existir cotas (Retirado da ConJur).

1) “Cotas para negros são erradas. Devemos usar apenas cotas sociais (para pessoas de baixa renda)”.

Cotas sociais e para negros têm finalidades distintas. Uma coisa é diminuir a desigualdade de oportunidades de estudo e de acesso à universidade e as cotas sociais servem para isso. Outra coisa, bem diferente, é reconhecer que historicamente os negros foram tratados de forma desigual e desfavorecida, de tal forma que pessoas negras têm dificuldade de aspirar ao exercício de papéis sociais relevantes. As cotas raciais são um meio de oferecer à população negra possibilidades de exercer papéis sociais relevantes (os quais, não raro, dependem do ensino superior e constituem carreiras mais lucrativas, gratificantes e importantes). Aqui, é fundamental construir estereótipos de negros bem sucedidos, sob pena de que o negro não se veja como capaz de contribuir para o desenvolvimento do país em papéis sociais de liderança e prestígio. Somente quando houver um número razoável de negros atuando como advogados, médicos, jornalistas, professores, economistas, executivos, e nas várias profissões relevantes na sociedade é que crianças e jovens negros passarão a pensar em si mesmos como indivíduos capazes de ter sucesso, como os outros, por meio do talento e da iniciativa.

2) “O uso de cotas raciais despertará manifestações de ódio racial extremado ou violento”

O argumento ad terrorem é destituído de base concreta. Ações afirmativas vêm sendo implementadas no Brasil com sucesso há dez anos sem que se registre nenhum incidente grave de racismo decorrentes desta implementação. E mais, cotas para negros terão o efeito justamente contrário. Atualmente, a consciência racial da nossa sociedade não se manifesta atualmente em nenhuma segregação legal imposta às pessoas negras, mas se manifesta na nossa indiferença à situação de pobreza, miséria e exclusão que atinge a população negra brasileira; nas nossas “piadas de preto”; na manutenção dos nossos estereótipos sobre negros; na nossa dificuldade em condenar alguém que tenha praticado o crime de racismo; e na permanência das pessoas negras nas classes inferiores da sociedade, exercendo papeis sociais marginais, subalternos e mal-remunerados. Isso é consequência do nosso passado escravocrata. Não podemos esquecer nosso passado, mas podemos construir um novo presente; o qual se tornará um passado no qual os negros tiveram papéis sociais importantes.

3) “Não é possível compensar pessoas que sofreram com a escravidão limitando o direito de pessoas que nada fizeram”.

Cotas não é uma “indenização” para descendentes de escravos. A adoção das cotas raciais relaciona-se menos com o país que fomos e muito mais com o país que queremos ser. Estamos olhando para um mecanismo que não é capaz de “compensar” cada um que sofreu pela escravidão, mas é capaz de transformar nosso país em um lugar onde todos se vejam como iguais – negros ou brancos. Ao tornar comum que pessoas negras ocupem posições de prestígio e poder na sociedade, a cor da pele deixará de ser o traço mais marcante e característico do indivíduo e crianças brancas e negras terão a mesma certeza de que podem ser o que quiserem, bastando que se esforcem para alcançar seus sonhos. Se houver cinco ministros negros no STF, ou 20 ministros negros no primeiro escalão ou ainda 200 deputados federais negros é que ser negro deixará de ser uma característica relevante.

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