Um Brasil Futuro .

Posted: 19 Abril 2012 in Opinião, Política

O primeiro passo para projetarmos o futuro que queremos com precisão é
conhecer o nosso ponto de partida. Que país é este? Alguns índices aproximados chamam bastante atenção do país que tem em sua bandeira como lema nacional “Ordem e Progresso”. Trata-se da sexta economia do mundo. No Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), está ranqueado na posição 84. No item qualidade da infraestrutura, posição 104. No que tange à educação, prioridade para qualquer país que pretende alavancar a sua nação, já que é capaz de influenciar positivamente a todos os outros aspectos de um sistema político econômico e social, o que temos? Somos o 115º colocado na qualidade do sistema educacional. Impossível não mencionar o tema que nos deprime e nos tira um pouco de energia todos os dias com novidades na mídia: a corrupção. Estamos na posição 73 no índice de percepção da corrupção e isso nos custa aproximadamente R$ 82 bilhões por ano. Para finalizar essa breve apresentação deste país chamado Brasil: temos 16 milhões de pessoas na miséria. [1]

Agora paramos para analisar. Qual a justificativa para explicar uma divergência tão grande? O que está entre a SEXTA economia do mundo e o OCTOGÉSIMO QUARTO índice de desenvolvimento humano? O que preenche essa lacuna? Que item tão significativo é esse ao ponto de desencadear uma diferença enorme como essa? Sem muita filosofia, a resposta é simples: novamente, a corrupção.

Esta é a nossa realidade. Nossos planos? Para os próximos quatro anos, vale citar um “só”: gastar R$ 70 bilhões com eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas e arcar com todas as despesas e consequências, sem nenhum ônus para a FIFA. Literalmente, planejamento não é a nossa palavra de ordem.

O que se percebe, pelo menos nos tempos passados, é o brasileiro dentre tantos defeitos (omisso, inativo, preguiçoso, não contestador, medroso…) ter um – o qual no meu ponto de vista está no top 5 dos mais graves: a memória curta. Felizmente, atualmente isso parece estar menos comum, provavelmente devido à numerosa carga de informação. Já dizia o ditado “quem não conhece os erros do passado está fadado a repeti-los“. A importância de conhecermos nossa história é gigantesca, pois devemos nos apegar aos erros do passado para evitar que os mesmos erros e acontecimentos se repitam no futuro.

Quando é que vamos fazer valer, na prática, o conceito de insanidade que Einstein nos ensinou? “Insanidade é fazer as mesmas coisas, esperando resultados diferentes”. Temos muito capital humano qualificado no Brasil capaz de fazer coisas diferentes para que tenhamos resultados diferentes. Afinal, temos a maior taxa de empreendedorismo entre as 20 nações mais ricas do planeta, e em contrapartida, um dos piores ambientes no mundo pra fazer negócio. Mas ainda nos faltam grandes doses de atitude. Aqui cabe parafrasear Martin Luther King: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”. Toda essa preocupação tem que ser sentida por todo nós. Tem que se preocupar, ou siga confortável no papel de vítima, de fantoche.

Um dos maiores pensadores da administração a nível mundial, Peter Drucker, é autor de uma frase bastante pertinente à ocasião: “O planejamento não diz respeito a decisões futuras, mas às implicações futuras de decisões presentes”. Deve-se tomar atitudes hoje para que os resultados sejam percebidos no futuro.

Sem mais, à todos um excelente dia.

[1] – Dados obtidos do site ZERO HORA.

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