Psicologia do Desenvolvimento – Piaget e Vigotsky .

Posted: 5 Abril 2012 in Artigos, Filosofia e Hermenêutica, Opinião
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      A tarefa de estudar e tentar compreender o ser não é nada fácil quando o foco é o corpo físico, quiçá então quando essa tentativa de estudo está voltada para a compreensão da mente. Tal dificuldade ainda encontra outro agravante: o objeto a ser estudado. Já tem-se grandes complicações em tentar entender nossa própria mente, tentar entender a dos outros então parece ser uma tarefa impossível, e, por esse motivo deve ser realizada com elevada parcimônia.

      Devido à causa de o pensamento formado de uma pessoa adulta ser uma complexa fonte de estudos, várias pesquisas sobre desenvolvimento da psicologia são realizadas em pessoas desde seu nascimento. O que justifica isso é que fica consideravelmente mais fácil entender o comportamento do ser separando tal estudo em fases, pois notáveis são as diferenças – seja elas físicas ou comportamentais – entre um adulto e uma criança.

   A única certeza que pode ser afirmada é que, a mente humana está em um processo de contínuo crescimento evolutivo. O cérebro cada vez mais desenvolvido nunca para, e tal desenvolvimento positivo é proporcional ao estímulo em que o mesmo é submetido. Estes estímulos são fundamentais para ascender nossas capacidades, como a leitura, exercícios, a realização de hábitos saudáveis e rotinas que não deixe o cérebro cair em desuso, mantendo-o sempre em prática. A excelência vem do hábito e não do ato, é o que preconiza alguns estudiosos para quem deseja ter uma mente em alto grau de evolução.

     Diversos são os fatores que influenciam o desenvolvimento humano. Para Piaget, tais fatores podem ser determinados em quatro itens: a hereditariedade, responsável pela herança genética de capacidade e alguma pré-determinada potencialidade de o indivíduo exercer certa tarefa; crescimento orgânico, que diz respeito à aparência, à exterioridade física; maturação neurofisiológica, que é a capacidade plena que o ser adquire para realizar tal comportamento (p. ex.: criança chora quando quer algo ou criança leva mamadeira até a boca); e meio, que tange a uma soma de influências que o indivíduo está propício a receber ante a um ambiente que o mesmo freqüente, ou viva.

     Em consonância com a inteligência de Piaget, o desenvolvimento psicológico cessa com a fase adulta, onde a única exceção é o crescimento no que tange a formação cognitiva da pessoa.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

BOCK, A.M.B; FURTADO, O; TEIXEIRA, M.L.T. Psicologia: uma introdução ao estudo da psicologia. São Paulo: Saraiva, 2010.

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