Resumo – Hermenêutica em Retrospectiva, Hans-Georg Gadamer .

Posted: 29 Março 2012 in Artigos, Filosofia e Hermenêutica
Etiquetas:, , , , , ,

A obra “Hermenêutica em Retrospectiva, Hans-Georg Gadamer” busca atingir o ser enquanto difundido no universo, tendo o objetivo de alcançar a explicação e autonomia do mesmo, por meio da prática da hermenêutica e vivência interpretativa.

A mensagem que o autor tem o propósito de transmitir é que, o ser lançado no universo deve se libertar do “círculo fechado das opiniões prévias”, dos “pré-conceitos” e do “senso-comum” criado por uma sociedade que não tem a certeza absoluta, justificada e comprovada que a ciência oferece. É necessário sempre duvidar e manter uma constante interpretação das idéias e crenças, até que os conceitos prévios (pré-conceitos), ao longo da comunicação, sejam substituídos por outros conceitos novos, mais adequados, comprovados e justificados e lapidados pelo pensamento.

Gadamer reprova à interpretação unívoca de um método e rejeita a idéia de que para alcançar a verdade só existe um caminho, porém, admite que haja uma pré-direção para ela, através das teorias.

Para Gadamer, uma crença é, nada mais que, uma experiência particular vivenciada por alguém, que fora multiplicada e agravada historicamente por meio de contos, de geração para geração, de pessoa para pessoa e sem nenhuma comprovação metodológica científica, o que a torna insustentável.

“É verdade que os preconceitos que nos dominam frequentemente comprometem o nosso verdadeiro reconhecimento do passado histórico. Mas sem uma prévia compreensão de si, que é nesse sentido um preconceito, e sem a disposição para uma autocrítica, que é igualmente fundada na nossa autocompreensão, a compreensão histórica não se­ria possível nem teria sentido. Somente através dos outros é que adquirimos um verdadeiro conhecimento de nós mesmos.” – (GADAMER, 2003, p. 12).

Ao tentar obter uma reflexão sobre determinado assunto, deve-se abster de sentimentos e emoções tóxicas que podem vir a contaminar o pensamento, além de se proteger da arbitrariedade de intuições repentinas. Porém o ser humano é imbuído de emoções e pensamentos particulares. Ante a isso, Gadamer diz que: aquele que pretende compreender não pode entregar-se previamente à discricionariedade ou achismo de seus pensamentos, ou seja, sua opinião, mas pode estar disposto a deixar que estas lhe digam algo, sendo também um ponto de partida para o pensamento.

Gadamer reconhece também que a tarefa de controlar a história não pode ser bem sucedida em toda sua totalidade, haja vista de que o intérprete está mais submisso a ela do que pode perceber ou tem consciência.

Portanto, consonante ao raciocínio de Gadamer, é preciso estar sempre aberto para o novo, receptivo para a dúvida, pois a certeza só é realmente exata e certa, se e somente se, for comprovada pela ciência.

Disciplina: Hermenêutica
Turmas: 3º Semestre da grade 2012
Professor: Aziel Silveira
GADAMER, Hans-Georg – Hermenêutica em Retrospectiva: A virada hermenêutica, Editora Vozes.

Anúncios

Os comentários estão fechados.